Nesta semana: últimos encontros da mostra de teatro de grupo

por culturamarxista

Nesta semana o Grupo de Estudos não realizará seu encontro na sexta-feira, excepcionalmente, para comparecer à apresentação do grupo Engenho Teatral na mostra de trabalho de grupo no Arena. Segue abaixo a programação, extraída do Blog da Companhia do Latão

TRÊS GRUPOS SE APRESENTAM NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA DA MOSTRA TRABALHO DE GRUPO NO ARENA
Publicado em 27 de junho de 2012 por admin
Dentro das atividades comemorativas de seus 15 anos, a Companhia do Latão apresenta a Mostra Trabalho de Grupo, que integra o Projeto de Ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Alguns dos mais combativos grupos teatrais da cidade mostram como trabalham.

Engenho Teatral, 29 de junho, 20 horas

Companhia do Latão, 30 de junho, 20 horas

Ocamorana, 1° de julho, 19 horas

Os grupos abrem seus processos de trabalho com apresentações comentadas de cenas que compõem sua trajetória artística e discutem suas formas de organização no debate com a plateia.

Serviço
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Teodoro Baima, 94
Entrada Franca

ENGENHO TEATRAL

O Engenho é um grupo de teatro que existe desde 1979, sendo um dos fundadores da Cooperativa Paulista de Teatro. A partir de 1993, construiu um teatro móvel e abandonou o circuito tradicional, trabalhando na periferia junto a um público marginalizado da produção teatral. Entre outras coisas, a partir de 2003, esse projeto – o Engenho Teatral – levou o grupo a desenvolver uma experiência chamada Teatro de Bolso. São cenas curtas, de aproximadamente 10 minutos, tratando de temas normalmente censurados pelo teatro comercial (e mesmo pela academia e pelos críticos) e que colocam os atores em relação direta com a plateia, sem necessidade de figurinos, cenários, luz, etc. O Teatro de Bolso é feito para se apresentar em qualquer lugar fechado (reuniões, salas e pátios de escolas, ocupações, festas…). Para muita gente, isso se liga a um teatro de agitprop, ao teatro didático do Brecht, ao CPC… O Engenho não renega essa tradição, mas não pensou nela nem partiu (conscientemente) dela quando se lançou na criação de suas cenas. Por isso, não parte, a priori, de técnicas desenvolvidas anteriormente. Apenas mistura e usa esses elementos que já estão incorporados e introjetados na cena contemporânea. São 3 ou 4 dessas experiências, com linguagens diferentes, que o grupo pretende levar para discussão no Arena.

COMPANHIA DO LATÃO

A Companhia do Latão é um grupo de pesquisa teatral fundado em 1997. Dirigido desde sua origem por Sérgio de Carvalho, o grupo tornou-se uma referência para o teatro de São Paulo no que tange à pesquisa estética avançada e politização da cena. Realizou diversos espetáculos de importância histórica, entre os quais O Nome do Sujeito (1998), Santa Joana dos Matadouros (1998), A Comédia do Trabalho (2000), Visões Siamesas (2004), O Círculo de Giz Caucasiano (2006) e Ópera dos Vivos (2010). O grupo encenou neste período diversos experimentos teatrais e videográficos, alguns deles exibidos pela televisão, como Valor de Troca (TV Cultura, 2007) e Ensaio sobre a Crise (TV Brasil, 2009). Tendo intensa produção teórica, a Companhia do Latão se dedica também ao trabalho editorial regular, com a revista Vintém e o jornal cultural Traulito. O grupo lançou nos últimos anos 3 livros: Companhia do Latão 7 peças (Cosacnaify, 2008), Introdução ao Teatro Dialético (Expressão Popular, 2008) e Atuação Crítica (Expressão Popular, 2008). Em 2007, o diretor Sérgio de Carvalho foi convidado pela Casa Brecht de Berlim para falar sobre a experiência do grupo com teatro épico-dialético. Em 2008, a montagem de O Círculo de Giz ganhou, em Havana, o prêmio de melhor espetáculo estrangeiro, concedido pela União dos Escritores e Artistas de Cuba. Dos seus 15 anos de existência, a companhia vai apresentar e comentar cenas de alguns de seus trabalhos, para serem debatidas com a plateia.
COMPANHIA OCAMORANA

Desde 1999, a Companhia Ocamorana de Teatro tem focado suas pesquisas em teatro épico/dialético, e mais recentemente também em teatro documentário. Sua estreia se deu com A máquina de somar de Elmer Rice, com tradução de Iná Camargo Costa e Márcio Boaro. Em seguida deram-se as montagens de As aventuras e desventuras de Maria Malazartes durante a construção da grande pirâmide, de Chico de Assis; e A guerra dos caloteiros, de Iná Camargo Costa e Márcio Boaro. Em 2010, contemplada pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, a companhia desenvolveu a pesquisa sobre o processo da Revolução dos Cravos, projeto que culminou no espetáculo Ruptura – Um processo revolucionário, de 2011, com texto e direção de Márcio Boaro. Paralelamente às apresentações de Ruptura, a companhia trabalha em Ascensão, projeto de pesquisa também contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro, que fecha o foco sobre o período de mobilização das massas no Brasil em fins da década de 70 e início de 80, discutindo a importância de movimentos e forças políticas empenhados na transformação do país, e que desapareceram com a abertura à democracia. As pesquisas atuais da companhia seguem seu enfoque na interpretação de acontecimentos históricos através da tradição dialética, em processos colaborativos em que atores, músicos, direção, dramaturgia e produção têm entre si liberdade criativa e de colaboração mútua. O grupo apresentará cenas comentadas de seu repertório para o debate com o público no Arena.

Anúncios