Debate – Movimento Cultura Atravessa

por culturamarxista

cultura atravessa

MOVIMENTO CULTURA ATRAVESSA
ATO III – 07/09, 18h – Teatro Oficina.
AS DITADURAS E MENTIRAS DO CONE SUL
COM FERNANDO PINO SOLANAS E MARIA RITA KHEL

No dia 7 de setembro de 2013, às 18 horas, acontece o ATO III do Movimento Cultura Atravessa no Teatro Oficina em
São Paulo/SP. No evento será exibido do filme “La Dignidad de Los Nadies” (informações no final do release), do cineasta argentino Fernando Pino Solanas, seguido de um debate sobre as ditaturas e as mentiras no Cone Sul da América Latina.

Na mesa do debate estarão Maria Rita Khel, da Comissão Nacional da Verdade, e Pino Solanas, que além de diretor de
cinema e homem de teatro, é deputado argentino por Buenos Aires. O intuito é rever criticamente a influência dos períodos ditatoriais na vida atual dos povos latino-americanos, com especial atenção aos países do Cone Sul, incluindo a Argentina e o Brasil.

Pino Solanas tem uma vasta obra cinematográfica. Entre seus principais filmes estão “La Hora de Los Hornos”, “Tangos – O Exílio de Gardel”, “As Nuvens” e “Sur”. Na carreira política, Solanas acaba de passar pelas prévias eleitorais platinas rumo ao Senado de seu país.

Sua parceira de mesa, a psicanalista, escritora e jornalista Maria Rita Khel, é ativa questionadora da formação do
pensamento nacional, predominante no comportamento padrão da nossa sociedade, desde a instalação do regime militar
em 1964 no Brasil. Khel tem diversos livros publicados, dentre eles “Videologias”, “Ressentimento” e “O Tempo e O Cão” (Prêmio Jabuti de Literatura).

O Movimento Cultura Atravessa foi formado para discutir o papel da cultura das manifestações de rua e se pretende
reflexivo e/ou ativista. O Cultura Atravessa é uma iniciativa do Centro ITI Brasil – Instituto Internacional de Teatro –, ligado a Unesco, do Grupo Uzyna Uzona – encabeçado por José Celso Martinez Corrêa –, da Associação Paulista dos Cineastas (Apaci), da Cooperativas Paulistas de Música e de Dança e de diversos artistas e agentes culturais, como a atriz Ana Petta e o escultor Gustavo Freiberg, além dos coletivos teatrais Cia Antropofágica e Grupo Ocamorana.

Mais de mil agentes culturais já passaram pelos dois primeiros atos do Atravessa, com destaque para os nomes do
intelectual Roberto Schwarz, do literato Marcelino Freire, do dramaturgo e escritor para ficções televisivas Lauro Cézar Muniz e do teatrólogo João das Neves, do jornalista Eugênio Bucci, do cartunista Caco Galhardo e da artista plástica Edith Derdik, da fotógrafa Lenise Pinhero, da atriz e pintora Iara Jamra, entre diversos outros expoentes da cena cultural nacional.

Engrossam este coro os movimentos Reage Artistas do Rio de Janeiro, a Rede Cultural de Solidariedade Autônoma (Recusa), o Congresso Brasileiro de Teatro e a Marcha da Cultura para Brasília.

SERVIÇO
Cultura Atravessa III
Data: 07 de setembro de 2013
Horário: 18 horas
Local:
Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520, São Paulo.

Para mais informações acesse as páginas no Facebook: Cultura Atravessa (página) e Cultura Atravessa III (evento)

Contatos com a imprensa:
Ney Piacentini
11 97283-6199 ou ney.piacentini@gmail.com

Neanddra Lopes
11 99594-4960

A dignidade dos ninguéns (La dignidad de los nadies), de Fernando Solanas
Argentina/Brasil/Alemanha, 2005, 35mm, cor, 115’ | Legendas em português | Exibição em vídeo digital
Documentário sobre a resistência social de cidadãos argentinos à catástrofe social que assombrou o país durante os anos 1990, tempos de neoliberalismo autoritário, fome e desemprego. Neste documentário, Solanas revela as pequenas vitórias e as façanhas cotidianas dos “ninguéns”, a população argentina que encontrou formas para transformar a realidade. Não indicado para menores de 14 anos.

Nascido em 1936, Fernando Solanas realizou seu primeiro curta-metragem em 1962, a ficção Seguir andando. Em tempos de ditadura e de efervescência política na América Latina, dirigiu, clandestinamente, seu primeiro longa, La hora de los hornos (1968), trilogia documental sobre o neocolonialismo e a violência no continente. Premiado em diversos festivais, La hora de los hornos é considerado umas das obras-primas do novo cinema latino-americano. Ameaçado pelos militares, o realizador partiu para o exílio na Espanha em meados dos anos 1970, regressando para a Argentina em 1983, depois da queda da ditadura. Intelectual atuante, participou de manifestações contra o governo neoliberal de Carlos Menem nos anos 1990, quando sofreu um atentado. Nesse período, iniciou sua carreira política, assumindo cargos importantes, e no início dos anos 2000 realizou os documentários Memória do saqueio (2004) e A dignidade dos ninguéns (2005), premiado no Festival de Veneza. Os dois filmes compõem um balanço sobre a tragédia social argentina nos anos de neoliberalismo.

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